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Salve César ... e a cirurgia que o fez inteiro novamente

Salve César ... e a cirurgia que o fez inteiro novamente

César significava o mundo para Donna Frangiosa e suas duas filhas. Com apenas um ano, o bullmastiff fazia parte da família e, quando começou a ter problemas para caminhar, Frangiosa o levou ao Hospital Animal Memorial de Angell, em Boston, para uma consulta. "Não havia nenhuma maneira", diz ela, "de não podermos tentar ajudá-lo".

Os médicos decidiram que César sofria de síndrome de wobbler, uma malformação - provavelmente herdada - que torna instável a coluna vertebral e a medula espinhal. Em seus estágios iniciais, a condição faz com que os quartos traseiros de um cão se alterem ou, como o nome sugere, oscile.

A cirurgia foi a única opção para César - uma operação delicada, com enormes riscos para o cão e sérios compromissos financeiros para o proprietário. No final, a cirurgia de César custaria vários milhares de dólares.
Mas a alternativa também foi desanimadora. O prognóstico, diz Frangiosa, era que, sem a operação, César provavelmente seria aleijado dentro de seis meses. De fato, diz Allen Sisson, neurologista do hospital que realizou a cirurgia, a operação é tão delicada que rivaliza com a cirurgia no cérebro. "Na verdade, prefiro operar no cérebro do que na coluna vertebral", diz ele, "porque é muito menos tolerante à manipulação. Se você danificá-lo, isso afeta muito a capacidade de movimento".

Para cirurgia delicada

Então, em fevereiro de 2000, César se viu anestesiado e deitado de costas na sala de operações. Sisson cortou a parte de baixo do pescoço do cachorro e, guiado por filmes de raios-X, o neurologista identificou a seção defeituosa da coluna vertebral. Então, com a quarta e a quinta vértebras cervicais separadas, ele perfurou um pouco de osso de cada lado da vértebra e derramou um cimento especial para unir as duas. Finalmente, Sisson enxertou algum osso de uma das pernas de César e o adicionou à área cimentada para ajudar a criar o que acabaria se tornando uma ponte óssea natural. "Agora, não há mais articulação lá", explica o neurologista. "É apenas um segmento fundido que não se move e, portanto, não machuca o pescoço".

Os resultados foram ótimos. "Foi incrível", diz Sisson. "Aquele cachorro acordou e andou em cerca de duas horas. De todos os cães em que já operei, é como se a cirurgia fosse feita para Caesar."

Por sua parte, Frangiosa relata que César - uma vez relutante em até se aproximar de escadas - logo subia e descia como uma criança indisciplinada. "Dentro de seis semanas ele estava perfeito", diz ela. "Agora, ele não tem medo de fazer nada."